segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Sonho II


Ok. Então tenho que decidir o que quero da vida, certo? Nem preciso pensar muito. Sei perfeitamente o que quero. Viver de rendas, ter muita saúde para aproveitá-las , e amor muuuuiiiittttooo amor!!!!! Ter vários imóveis, aqui, ali e acolá, e viver da renda do mesmos! Saber que tenho aquele dinheiro fixo ao final do mês, viver tranquila e docemente. Poder dedicar o meu tempo a viver, VIVER DE VERDADE! Sim, isso sim é viver e aproveitar a vida. Sem a preocupação financeira diária. Poder amar amar e amar. Viver de amor e para o amor! Viajar quando me desse na real gana, comprar tudo aquilo que me apetecesse. Para mim, e para todos aqueles que fazem parte integral da minha vida! Poder ajudar várias instituições de solidariedade, e quiçá criar a minha! Abrir a minha livraria (ainda tenho que escolher o nome) com um café gourmet embutido no meio da mesma, onde os clientes (muitos, diga-se) possam saborear os melhores e mais exóticos cafés do mundo (Itália, Brasil, Colombia, Indía, etc.), na companhia de um ou vários livros que os transportaria para realidades imaginárias. Punha a minha mãe a trabalhar comigo e tirava-a da vida de escrava Isaura que levou, e leva até hoje. Mostrar-lhe o melhor da vida, fazê-la esquecer o trabalho, o que um dia foi isso, e amolecer-lhe o corpo e as mãos àsperas. Com franqueza, essa demagogia de –“Ah, o dinheiro não é tudo”; “as coisas materiais são o de mais irrelevante na vida”, NÃO! Compreendo os que o dizem, e confesso que há momentos que me tento convencer... Contudo, a realidade dá sempre à costa… E a verdade é esta- Uma vez criada uma sociedade milenar onde a mudança de valores, de crenças e atitudes, (é possível, acredito) está tão longe quanto um cometa Halley de um planeta Terra, temos que viver com os recursos que temos de momento disponíveis, e o dinheiro é um deles. Portanto, e seguindo o discurso, vou ter uma casa, não enorme, gosto de casas confortáveis e acolhedoras acima de tudo. Contrato uma designer dotada de “Bruna’s taste”, que reinvente os conceitos que acima mencionei, e que crie uma casa que me encha de esperança, de fé, de nostalgia, de bem... Que me faça sentir o que Melo me faz sentir. Com cantos, e recantos, onde sempre que me perdesse, eu tivesse a certeza de que lá me encontraria, no meu ninho... O ninho onde a minha cria, que será o que hoje lhe dou, se sinta protegida, acolhida, como gosta... eu sei! Tenho Deus e o Universo, e Deus e o Universo em mim, e todos sabemos o que eu quero.
 

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