Ok. Então tenho que
decidir o que quero da vida, certo? Nem preciso pensar muito. Sei perfeitamente
o que quero. Viver de rendas, ter muita saúde para aproveitá-las , e amor
muuuuiiiittttooo amor!!!!! Ter vários imóveis, aqui, ali e acolá, e viver da renda
do mesmos! Saber que tenho aquele dinheiro fixo ao final do mês, viver
tranquila e docemente. Poder dedicar o meu tempo a viver, VIVER DE VERDADE!
Sim, isso sim é viver e aproveitar a vida. Sem a preocupação financeira diária.
Poder amar amar e amar. Viver de amor e para o amor! Viajar quando me desse na
real gana, comprar tudo aquilo que me apetecesse. Para mim, e para todos
aqueles que fazem parte integral da minha vida! Poder ajudar várias
instituições de solidariedade, e quiçá criar a minha! Abrir a minha livraria
(ainda tenho que escolher o nome) com um café gourmet embutido no meio da
mesma, onde os clientes (muitos, diga-se) possam saborear os melhores e mais
exóticos cafés do mundo (Itália, Brasil, Colombia, Indía, etc.), na companhia
de um ou vários livros que os transportaria para realidades imaginárias. Punha
a minha mãe a trabalhar comigo e tirava-a da vida de escrava Isaura que levou,
e leva até hoje. Mostrar-lhe o melhor da vida, fazê-la esquecer o trabalho, o
que um dia foi isso, e amolecer-lhe o corpo e as mãos àsperas. Com franqueza,
essa demagogia de –“Ah, o dinheiro não é tudo”; “as coisas materiais são o de
mais irrelevante na vida”, NÃO! Compreendo os que o dizem, e confesso que há
momentos que me tento convencer... Contudo, a realidade dá sempre à costa… E a
verdade é esta- Uma vez criada uma sociedade milenar onde a mudança de valores,
de crenças e atitudes, (é possível, acredito) está tão longe quanto um cometa
Halley de um planeta Terra, temos que viver com os recursos que temos de
momento disponíveis, e o dinheiro é um deles. Portanto, e seguindo o discurso,
vou ter uma casa, não enorme, gosto de casas confortáveis e acolhedoras acima
de tudo. Contrato uma designer dotada de “Bruna’s taste”, que reinvente os
conceitos que acima mencionei, e que crie uma casa que me encha de esperança,
de fé, de nostalgia, de bem... Que me faça sentir o que Melo me faz sentir. Com
cantos, e recantos, onde sempre que me perdesse, eu tivesse a certeza de que lá
me encontraria, no meu ninho... O ninho onde a minha cria, que será o que hoje
lhe dou, se sinta protegida, acolhida, como gosta... eu sei! Tenho Deus e o
Universo, e Deus e o Universo em mim, e todos sabemos o que eu quero.
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